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Mitos e verdades sobre esquecimentos: quando a memória é motivo de preocupação

21 de agosto de 2026 Gisele Azevedo Psicologia 4 min de leitura

Esclareça mitos comuns sobre esquecimentos, aprenda a diferenciar lapsos normais de sinais de alerta e saiba quando procurar avaliação neuropsicológica.

Mitos e verdades sobre esquecimentos: quando a memória é motivo de preocupação

Os esquecimentos são uma experiência comum, mas nem todo lapso de memória significa doença; entender causas, mitos e sinais de alerta ajuda a decidir quando buscar avaliação neuropsicológica.

Por que esquecemos? causas comuns

Para a memória funcionar bem, são essenciais processos como atenção, codificação e recuperação. Quando qualquer etapa falha, a lembrança pode não se formar ou pode não ser acessada. Entre causas frequentes de esquecimentos estão fatores transitórios e reversíveis, por exemplo:

  • Fadiga e sono insuficiente
  • Estresse elevado e ansiedade
  • Distração e multitarefa, que comprometem a codificação
  • Uso de certos medicamentos ou consumo de álcool
  • Alterações do humor, como depressão
  • Condições médicas, por exemplo hipotireoidismo, déficits nutricionais ou efeitos metabólicos
  • Envelhecimento cognitivo normal, que pode trazer lentificação e maior dependência de estratégias

Mitos e verdades sobre esquecimentos

Mito: Esquecer nomes é sinal de Alzheimer

É comum esquecer nomes, especialmente em situações de estresse ou com pouca atenção. O Alzheimer costuma apresentar um padrão mais abrangente, com dificuldades progressivas que afetam várias áreas funcionais, não apenas lembrança de nomes isoladamente.

Mito: Memória sempre piora com a idade

Há mudanças cognitivas esperadas com o avanço da idade, como maior lentidão, mas muitas capacidades se mantêm estáveis ou até melhoram, como vocabulário e conhecimento acumulado. Declínio significativo e progressivo não é a norma.

Mito: Usar agendas e lembretes enfraquece a memória

O uso de auxílios externos, como agendas e alarmes, é uma estratégia eficaz e adaptativa. Eles apoiam a autonomia e a função diária, sem comprometer a memória interna.

Verdade: Contexto e impacto funcional são decisivos

O que diferencia um esquecimento benigno de um sinal clínico é o contexto, a frequência e o quanto o problema interfere nas atividades pessoais, profissionais e sociais.

Quando os esquecimentos são sinal de alerta

Alguns sinais tornam recomendável investigação mais aprofundada por profissional de saúde e, quando indicado, encaminhamento para avaliação neuropsicológica:

  • Declínio progressivo e percebido por você ou por familiares, que piora com o tempo
  • Dificuldade em realizar tarefas rotineiras que antes eram fáceis
  • Desorientação em tempo ou lugar
  • Perda de linguagem, alterações de comportamento ou personalidade
  • Sintomas motoros novos, convulsões ou fraqueza focal
  • Surgimento súbito de confusão ou perda de memória
  • Sinais associados, como alterações sensoriais, quedas frequentes ou alucinações
Nem todo esquecimento é sinal de doença; o que importa é o contexto, a progressão e o impacto na vida cotidiana.

Como se preparar para uma avaliação neuropsicológica

A avaliação neuropsicológica é um processo estruturado para mapear funções cognitivas e identificar padrões que orientem diagnóstico e encaminhamentos. Ela costuma incluir entrevista clínica, testes padronizados e, quando necessário, questionários com familiares. Para o dia da avaliação, é útil trazer:

  • Lista de medicamentos e suplementos em uso
  • Histórico médico e exames recentes, quando disponíveis
  • Anotações sobre o início, frequência e exemplos de esquecimentos que mais preocupam
  • Contato de familiares ou informantes que possam relatar mudanças
  • Óculos ou aparelhos auditivos, se usar

O objetivo não é apenas rotular, mas compreender forças e fragilidades cognitivas, e indicar encaminhamentos médicos ou estratégias reabilitadoras quando necessário.

Estratégias práticas para lidar com esquecimentos no dia a dia

Além de investigar causas tratáveis, existem medidas práticas que podem reduzir lapsos e melhorar a sensação de controle:

  • Priorizar sono de qualidade e rotina de descanso
  • Organizar rotinas e usar agendas, aplicativos e lembretes
  • Reduzir multitarefa, dividindo tarefas em etapas claras
  • Praticar atividade física regular e manter alimentação equilibrada
  • Gerenciar estresse com técnicas de relaxamento e apoio psicoterapêutico
  • Rever medicações com seu médico quando houver suspeita de efeito colateral

Essas estratégias costumam melhorar a atenção e a codificação de novas informações, diminuindo a ocorrência de esquecimentos cotidianos.

Se você percebe mudanças significativas na memória ou no funcionamento, conversar com um profissional especializado é um passo importante. Como psicóloga com atuação em Logoterapia, Análise Existencial e Avaliação Neuropsicológica, eu, Gisele Azevedo, realizo avaliações presenciais em Brasília e atendimentos online, com encaminhamento personalizado quando necessário. Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação clínica individual.

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